segunda-feira, julho 18, 2011

DESVENDANDO A TPM - TENSÃO PRÉ MENSTRUAL

TPM - TENSÃO   PRÉ MENSTRUAL

Síndrome da tensão pré-menstrual (TPM) é, de longe, a queixa mais comum entre mulheres que ainda não chegaram à menopausa. Estima-se que a TPM ocorra de forma severa em 2,5 a 5 por cento, e de forma mais branda em cerca de 33 por cento das mulheres. A TPM foi descrita pela primeira vez em 1931 como "um estado de tensão insuportável", uma descrição que pode ser bem entendida pela maioria das mulheres. Algumas já têm TPM a partir da época em que começam a menstruar, mas para a maioria o problema se inicia em meados dos 30 anos de idade e vai ficando cada vez pior como o passar do tempo.
Embora seja possível enumerar dezenas de sintomas para a TPM, os mais comuns são Inchaço,
  • Retenção de líquidos (com conseqüente aumento de peso),
  • Seios doloridos e com granulosidades,
  • Dores de cabeça,
  • Cólicas,
  • Fadiga,
  • Irritabilidade,
  • Flutuações no estado de humor e ansiedade.

Em mulheres com TPM violenta, a irritabilidade e as mudanças de humor podem transformar-se em verdadeiras explosões de cólera e raiva.


 Por definição, os sintomas da TPM ocorrem nas duas semanas que precedem a menstruação, mas às vezes podem continuar por alguns dias durante o período menstrual.

 Mas a TPM é um problema composto de muitos fatores, que precisam ser tratados tanto no nível físico quanto no âmbito emocional.

A mais provável causa de TPM é uma deficiência de progesterona (predominância estrogênica), pois muitos sintomas da TPM são correlatos aos sintomas da predominância estrogênica - principalmente a retenção de líquidos, seios inchados, dores de cabeça, alterações no humor, perda da libido e padrões insatisfatórios de sono.

Essa progesterona que deveria subir na segunda metade do ciclo menstrual, não sobe e os estrogênios acabam predominando nesta fase, e levando a todos os sintomas descritos

Então porque não repor progesterona?

Portanto a causa da TPM é orgânica e tem uma causa base. Porque então não tratar a causa base ao contrário de usar antidepressivos e tranquilizantes

O CORTISOL :
Outro fator importante é que o estresse está quase sempre presente na TPM. O estresse eleva os níveis de cortisol, o qual impede que a progesterona chegue aos seus receptores.
Com a modulação hormonal bioidêntica e o controle do stress conseguimos manusear estes altos níveis de cortisol e tratar a TPM.

Níveis normais de progesterona não significam que a suplementação não seja necessária.

É bom frisar que um exame de sangue hormonal não retrata com exatidão o que está ocorrendo na vida daquela mulher. O que ela sente nesta desagradável fase tem que ser muito mais valorizado do que um exame de sangue.
Nós médicos devemos tratar pacientes e não uma folha de exames, e infelizmente muitos médicos estão esquecendo-se de fazer isto

Tem um famoso bordão da clínica médica que cabe muito bem aqui: “A clínica é soberana”

Talvez esta situação esteja ocorrendo porque os convênios médicos obrigaram alguns médicos atender com tanta rapidez que muitas vezes não tem como conversar com o paciente o tempo necessário. Assim fica muito mais fácil ele olhar para um laudo de exames e tratar ou não tratar.

 Habitualmente as pessoas dos meios urbanos tem o equilíbrio hormonal prejudicado por um conjunto de fatores:
1. Agentes do meio ambiente: o mundo moderno colocou em contato com as pessoas uma quantia incerta de substâncias que se comportam como hormônios fracos, denominados de xenoestrogênios. A maioria dessas substâncias vem de produtos derivados da indústria petroquímica. Os plásticos ocupam o primeiro lugar nessa lista pela continuidade de nossa exposição a eles. Também são importantes os pesticidas e  agrotóxicos em geral.
2. Hormônios utilizados na criação de animais, especialmente o gado confinado e as aves de granja de escala industrial.
3. Utilização de substâncias estrogênicas para fins médicos,  pílulas anticoncepcionais e medicamentos de reposição hormonal à base de etinil estradiol e assemelhados.
4. O stress pode induzir a uma série de problemas hormonais, uma vez que o cortisol é um hormônio que faz parte de rede de transformação dos hormônios esteróides.
5. Equívocos alimentares, principalmente o uso de açúcar, farináceos não integrais, e os carboidratos de modo geral.
6. Fito estrogênios impróprios para o consumo humano, principalmente as isoflavonas da soja, naqueles derivados não fermentados, ou seja: aqueles mais utilizados na sociedade de consumo, leite de soja, fórmulas infantis com soja, lecitina de soja, carne de soja etc... (o processo de fermentação transforma a genisitina em genisteína, além de reduzir a ação dos anti-nutrientes ácido fítico e inibidores da tripsina - exemplos: tofu e missô)

Interferência na saúde da mulher:

·    Síndrome de ovários policísticos - onde temos um conjunto de sintomas relacionados à ausência de ciclos ovulatórios, acnes e espinhas, principalmente na face, cólicas no fluxo menstrual entre outros sintomas.
Tratamento: progestererona biodentica trandérmica
·   Síndrome dos transtornos relacionados com o fluxo menstrual -  a denominação TPM é demasiadamente imprecisa e não deveria ser utilizada, pois leva a um entendimento equivocado e perverso de que a menstruação é a causa de problemas na saúde feminina. Na verdade a menstruação é apenas um marco do processo fisiológico natural. Os sintomas ao redor do fluxo são originados de um processo de desequilíbrio de forças hormonais que favorecem às oscilações de humor, dores de cabeça, cólicas etc.
Tratamento: progestererona biodentica trandérmica

·    Miomas - o crescimento anormal de massas de tecidos muscular no corpo do útero, que geralmente se manifesta em torno de dez anos antes do climatério, já é uma expressão da predominância estrogênica que precisa ser reparada a tempo de evitar problemas potencialmente mais graves.

Tratamento: progestererona biodentica trandérmica

·   Endometriose - é um quadro de intenso desconforto abdominal, originado pela presença de ilhotas de mucosa do endométrio (a camada interna do útero) junto a porções internas do abdômen, muitas vezes presas aos ovários, trompas, e no peritônio (membrana que cobre todos os órgãos do abdômen). É causa comum de infertilidade, e está cada vez mais comum.
Tratamento: progestererona biodentica trandérmica

·   Câncer - o câncer de mama é o pior de todos os quadros possíveis de um desequilíbrio hormonal do tipo predominância estrogênico. Os estudos mais sérios acusam o estradiol e seus assemelhados industriais (etinil estradiol, o mais comum) como o grande causador de câncer de mama, e também de endométrio
Tratamento preventivo: progestererona biodentica trandérmica


Um dos equívocos dos médicos que tentam tratar a TPM com progesterona é pensar que progestina sintética é a mesma coisa que progesterona. Dar progestinas a uma mulher com TPM é o mesmo que jogar gasolina no fogo - para a maioria das mulheres, isso só vai tornar os sintomas dramaticamente piores.

 
A questão do estresse – A PROLACTINA
Além do cortisol o estresse também eleva o nível de um hormônio chamado prolactina, que é mais conhecido por ser o hormônio que estimula a produção de leite nos seios. Altos níveis de prolactina reduzem a produção de progesterona, que por sua vez estimula altos níveis de prolactina. Um bom exemplo do ciclo de feedback prolactina-progesterona é uma mulher no último trimestre de gravidez, que produz cerca de 300 miligramas de progesterona por dia, via placenta. Quando ocorre o parto, a abrupta queda de progesterona sinaliza o corpo para elevar os níveis de prolactina, que estimula a produção de leite nos seios. Dessa forma, os altos níveis de prolactina suprimem a progesterona, e os baixos níveis de progesterona podem, por sua vez, estimular a síntese de prolactina.
Outros fatores que podem elevar os níveis de prolactina incluem o hipotireoidismo, herpes zoster, estrogênio, anticoncepcionais orais, além de uma variedade de medicamentos, como o L-dopa, reserpina, as fenotiazinas (remédios antipsicóticos), os antidepressivos tricíclicos e, em menor escala, o medicamento anti-úlcera metoclopramida (Reglan), além de algumas drogas vendidas sem receita médica, como os bloqueadores de histamina usados no tratamento da azia, como a cimetidina (Tagamet) e a ranitidina (Zantac).
Você pode dar ao seu corpo toda a progesterona que ele precisa, mas se ela ainda estiver competindo com o cortisol e com a prolactina (em outras palavras, se você não gerenciar o estresse de forma mais eficaz), você ainda estará usando, pelo menos parcialmente, seu sistema reserva de energia. A progesterona pode propiciar um antídoto parcial aos altos níveis de cortisol e de prolactina (e os sintomas resultantes de TPM). Mas inevitavelmente você terá que trazer seu cortisol de volta ao normal.
 
 

O Que Fazer?

1. Corrigir a predominância estrogênica (excesso de estrógenos) através de um creme com progesterona natural.   

2. Corrigir os altos níveis  de cortisol  com exercícios moderados, atividades que causem bem estar 

3.Tomar diariamente suplementos multivitamínicos e multiminerais, contendo:
  • Zinco
  • Complexo B
  • Vitamina C 
  • Magnésio 
  • Vitamina E 
  • Omega 3 em altas doses por ser um potente anti inflamatório
  • Vitamina D em altas doses

4. Seguir uma dieta baseada em hortaliças e verduras orgânicas, frescas e ricas em
  Fibras, assim como frutas, nozes e cereais integrais.



5. Comer peixe duas vezes por semana.

6. Fazer um pouco de exercício físico diariamente.
 
O Que Evitar:

  •  Pílulas anticoncepcionais.
  • Terapia hormonal que use apenas estrogênio.
  • Açúcar e carboidratos refinados.
  • Gorduras hidrogenadas (margarinas) ou gorduras e óleos insaturados.
  • Carne de gado ou frango criados em regime de confinamento (preferir o tipo orgânico, livre de hormônios, antibióticos e pesticidas).
  • Todos os tipos de pesticidas.
  • O stress crônico


Nesse contexto, vale a pena comparar os efeitos fisiológicos do estrogênio e da progesterona: 

Efeitos do estrogênio
Efeitos da progesterona
cria um endométrio proliferativo
mantém um endométrio secretor
causa estimulação dos seios
protege contra o seio fibrocístico
aumenta a gordura corpórea
auxilia no uso da gordura como energia
retenção de sal e de líquidos
diurético natural
depressão e dores de cabeça
antidepressivo natural
interfere nos hormônios da tireóide
facilita a ação dos hormônios da tireóide
aumenta os coágulos no sangue
normaliza a coagulação sangüínea
diminui a libido
restaura a libido
enfraquece o controle do açúcar no sangue
normaliza os níveis de açúcar no sangue
perda de zinco de retenção de cobre
normaliza os níveis de zinco e de cobre
reduz o nível de oxigênio em todas as células
restaura a nível adequado o oxigênio celular
aumenta os riscos de câncer do endométrio
evita o câncer endométrico
aumenta riscos de câncer da mama
ajuda a prevenir o câncer da mama
restringe um pouco a função dos osteoclastos
estimula a construção óssea pelos osteoblastos
reduz o tônus vascular
restaura o tônus vascular normal
aumenta riscos de doença na vesícula biliar
necessária para a sobrevivência do embrião
aumenta o risco de doenças auto-imunes
precursora dos corticosteróides


Retirado do site: Mulherdeclasse.com




O lado emocional
Uma das razões porque freqüentemente a TPM não responde totalmente ao tratamento com hormônios naturais, suplementos vitamínicos e minerais, dieta adequada e exercícios físicos, é que existe nela um componente emocional, o qual possui um propósito subjacente e importante na vida da mulher.  

sexta-feira, junho 24, 2011

MENOPAUSA - PORQUÊ NÃO TRATAR?

MENOPAUSA

Há quatro décadas quando a expectativa de vida alcançava meros 60 anos, falar em menopausa era como anunciar o prenúncio da velhice e a proximidade ao término da existência.


Nos dias atuais, é IMPENSÁVEL  qualquer similaridade, sendo um dos maiores problemas de saúde pública .

Mulheres que cuidam da sua saúde se alimentando adequadamente, praticando atividades físicas, não fumando, controlando o stress e indo a médicos regularmente provavelmente viverão até no mínimo 90 anos, se não mais.

Assim, abdicar dos hormônios produzidos pelos ovários, por quase 40 anos é da mesma forma IMPENSÁVEL.





SIGNIFICADO  DA PALAVRA MENOPAUSA:

Palavra criada em 1816 para designar as interrupções das menstruações que ocorre em conseqüência da falência ovariana fisiológica. Pode ser determinada cronologicamente pela ausência de menstruação por pelo menos 1 ano.

Climatério (do grego Klimakter) = ponto CRÍTICO DA VIDA: é o período imediatamente antes da menopausa e os anos posteriores.

Realidade Brasileira:

·         Mais de 45 milhões de mulheres no climatério.
·         Mas de 22 milhões de mulheres na menopausa.
·         Menos de 10% fazes reposição hormonal.
·         80% abandonam o tratamento em 6 meses.


CONTRA INDICAÇÕES  NO TRATAMENTO : (1)

  • Cancer de mama  e endométrio ativo
  • Cancer de mama tratado a menos de 5 anos (pacientes curadas a mais de 5 anos e sem sinal de metástases podem ser tratadas)
  • Sangramento uterino de causa não dignosticada.
  • Doença hepática aguda e severa.
  • Doença tromboembólica aguda.
  • Cancer hormônio dependente em atividade.
  • Pacientes que tiveram cancer de endométrio estágio 1 e foram histerectomizadas ( retirado do útero) podem  ser tratadas.
  • História familiar de cancer de mama não contra indica tratamento.Em um estudo norte americano a taxa de mortalidade foi menor nas pacientes que tinham histórico familiar de cancer de mama  e fizeram  terapia de reposição hormonal.

 (1)  TEXTOS RETIRADO DOS LIVROS – ENDOCRINOLOGIA- GUIAS DE MEDICINA AMBULATORIAL  E HOSPITALAR DA UNIFESP – EPM – PRIMEIRA EDIÇÃO – 2009 , página  295; ENDOCRINOLOGIA CLÍNICA -LÚCIO VILAR - QUARTA EDIÇÃ- PÁGIBA 577

Uma brilhante conclusão: se 67 milhões de mulheres estão no climatério - menopausa e apenas 10 % está sob tratamento ,  quase 60 milhões estão sem tratamento, concordam?
Será que temos então, 60 milhões de mulheres com  as contra indicações citadas acima?
Tenho certeza que não.
Portanto, porquê não tratar???


Um pouco de fisiologia:

A partir da puberdade a orquestra ovariana feminina é regida por dois hormônios da hipófise, FSH (hormônio folículo estimulante) e LH (hormônio luteinizante). Ambos de maneira  coordenada vão até os ovários  estimulando – os a produzirem estrogênios e progesterona.

LEMBRETE: Estrogênio é uma classe de hormônio e não um hormônio.
Os estrogênios humanos são: estradiol, estriol e estrona.


Entenda o que ocorre no ciclo menstrual antes do climatério/menopausa:



Esses hormônios ditam inúmeras funções ao longo da vida:


  • Características femininas ao corpo como cintura menor que o quadril (corpo em violão), voz fina, seios e pele aveludada.
  • Desenvolvimento de órgãos sexuais internos e externos ex. útero, trompas e vagina.
  • Ciclos menstruais/ovulação, permitindo as mulheres essa dádiva da vida chamada gestação.
  • Formação de tecido ósseo.
  • Aumentam o metabolismo.
  • Aumentam o depósito de proteínas favorecendo o ganho de massa magra.
  • Depósito de gorduras em locais como glúteos, mamas e coxas o que muitas vezes caracteriza um corpo feminino.
  • Proteção cardiovascular.

Sistema reprodutor  feminino:






SINTOMAS DO CLIMATÉRIO:

  • Alterações no sono
  • Ondas de calor - FOGACHOS
  • Flacidez mamária
  • Cansaço
  • Dor durante o ato sexual - dispareunia
  • Alterações psíquicas como tristeza e ansiedade
  • Aumento de peso
  • Diminuição do desejo sexual
  • Diminuição da vaidade e da auto-estima
  • Queda importante na qualidade de vida



DOENÇAS DA MENOPAUSA

  • Osteoporose
  • Hipertensão arterial
  • Resistência a insulina - Diabetes Melitus
  • Obesidade
  • Cardiopatias
  • Alzheimer
  • Dislipidemia - aumento de colesterol ruim, LDL, e diminuição do bom colesterol, HDL.
  • Depressão e outros transtornos psíquicos
  • Tromboses
  • Câncer



Para médicos:

Mecanismo de proteção cardiovascular:

  • Aumenta o oxido nítrico
  • Aumenta PGI2
  • Reduz a endotelina
  • Reduz tromboxano A2
  • Reduz a atividade plaquetária
  • Reduz citocinas pró inflamatórias
  • Diminui a resistência a insulina
  • Pode exercer efeito hipotensor


Entenda porquê existe essa associação entre  terapia de reposição hormonal na  menopausa e cãncer de mama ,e tire suas próprias conclusões:

Em 1994, um estudo conduzido pelo National Institutes of Health chamado Women’s Health Initiative (WHI) teve inicio com o objetivo de demonstrar que Premarin (R) e Provera (R) poderiam além de melhorar os sintomas da menopausa, poderiam proteger as mulheres de problemas cardiovasculares, osteoporose e câncer.

Este estudo estigmatizou a terapia de reposição hormonal em mulheres, pois neste estudo as participantes tiveram:

  • Aumento de 26 % na incidência de câncer de mama.
  • Aumento de 41% de AVC.
  • Aumento de 22% de doenças coronarianas.

Apesar disto  o estudo teve alguns pontos positivos:

  • Diminuição de 37 % de câncer de colon.
  • Redução de 33% de fratura de quadril.
  • Redução de 24 % em incidência geral de fraturas.

Por ignorância ou por simplesmente desconhecer a fisiologia humana os idealizadores do citado estudo citado utilizaram hormônios retirados de urina de égua prenha (ainda utilizados nos dias de hoje) com o nome fantasia de:

PREMARIN(R) = PREgnant, MARe, uriNE, o qual é composto de 38 estrógenos conjugados dos quais só se conhece a ação de cinco:

  • Estrona (tem ação cancerígena)
  • Sulfato de equilina em sódica (inexiste em humanos)
  • 17 alfa dihidroequilina ( inexiste em humanos)
  • 17 alfa estradiol ( inexiste em humanos)
  • 17 beta dihidroequilina ( inexiste em humanos)

 Outro hormônio utilizado foi o progestogênio acetato de medroxiprogesterona (PROVERA(R)): é diferente de progesterona; tem ação anti progesterona

Entenda melhor:

Atualmente a distinção entre progesterona bioidêntica/natural e a forma sintética Progestogênio (acetato de medroxiprogesterona) ainda se mantém bastante polêmica e não compreendida. Progesterona é utilizada por especialistas em fertilização para proteger a gestação, enquanto medroxyprogesterone (Provera (R)) é utilizado em pílulas do dia seguinte e anticoncepcionais para IMPEDIR a gestação. PORTANTO, SUAS AÇÕES SÃO COMPLETAMENTE  DIFERENTES.



UM ADENDO  AO CONHECIMENTO - 1:

“O acetato de medroxiprogesterona, progestágeno mais utilizado na THM (terapia de reposição hormonal) durante muitos anos, tem ação glicocorticóide, promovendo retenção hídrica e ganho de peso além ANTAGONIZAR os benefícios cardiovasculares dos estrogênios. Foi o progestágeno utilizado nos grandes estudos prospectivos sobre THM, que mostraram aumento na incidência de coronariopatia, de acidente vascular cerebral, de tromboembolismo venoso, e câncer de mama no grupo em uso de reposição hormonal”
TEXTO RETIRADO DO LIVRO ENDOCRINOLOGIA CLÍNICO – QUARTA EDIÇÃO – LÚCIO VILAR página 575 –



VOLTANDO,

Além disso, o estudo foi feito com mulheres que já tinham anos de menopausa. Neste período tais mulheres ficam apenas sob ação da ESTRONA que é produzida na supra-renal e tem ação cancerígena.

Antes da menopausa o estradiol, o estriol e a progesterona produzidos pelos ovários protegem as mamas contra a ação de estrona

Não é para menos que tivemos um aumento de câncer de mama. Aliás, acho que ficaria surpreso se não acontecesse nada.



CONCLUSÕES  SOBRE OS  ERROS  METODOLÓGICOS QUE ESTIGMATIZARAM A TERAPIA DE REPOSIÇÀO HORMONAL EM MULHERES:

1. Estrógeno  errado
2. Progesterona errada
3. Via errada
4. Mulheres erradas

A terapia de reposição hormonal para tratar os sintomas e doenças da menopausa é uma questão bastante polêmica que pode, muitas vezes por falta de compreensão, impedir que pacientes recebam tratamentos seguros e eficazes.
Após o término do WHI, de um dia para outro os médicos tiraram essas medicações de milhões de mulheres.

Muitas começaram a se sentir muito mal com a retirada abrupta das medicações, porém os médicos foram taxativos e passaram a prescrever anticoncepcionais e antidepressivos.
Um ano após o ocorrido, o American College of Obstetrics and Gynecology criou guidelines orientando os médicos a prescreverem as mesmas drogas, porém em doses mais baixas e por períodos mais curtos. Porém, e essa é a grande questão, a segurança dessa “opção de baixa dose” NUNCA foi comprovada cientificamente.
.

Enquanto isso muitos médicos ignoraram os efeitos do  ESTRADIOL e da PROGESTERONA “bioidêntica”, que é formulada para ser idêntica a molécula produzida pelo corpo humano.

Há 25 anos se iniciaram as  pesquisas cientificas nos EUA e Europa que demonstram que hormônios bioidenticos, estradiol e progesterona micronizada, são iguais ou mais eficazes que os sintéticos e mais seguros. Porém a medicina tradicional “enfiou” a cabeça debaixo da terra e recusa reconhecer esses estudos seriamente.
Enquanto na Europa os hormônios bioidênticos são usados há muito tempo, nos Estados Unidos apenas em 1998 algumas empresas farmacêuticas receberam aprovação do FDA.

Infelizmente as empresas farmacêuticas controlam ainda o que é passado para os médicos que em sua maioria nunca aprenderam sobre hormônios bioidênticos.
.
A classe médica deve parar de atender os desejos da indústria farmacêutica e começar a atender com mais prioridade os interesses das suas pacientes, e isso envolve prescrever hormônios bioidênticos, pois isso irá levar a mulheres mais saudáveis, felizes e no longo prazo irá diminuir os custos com saúde.




UM ADENDO  AO CONHECIMENTO - 2:

 “Tanto os estrogênios sintéticos como os naturais tem se mostrado eficazes nas preservação da massa óssea e na melhora da sintomatologia. Entretanto, na terapia de reposição hormonal do climatério e na menopausa os naturais são mais indicados ( Lindsay ET AL .,1997)”
TEXTO RETIRADO DO LIVRO – ENDOCRINOLOGIA- GUIAS DE MEDICINA AMBULATORIAL  E HOSPITALAR DA UNIFESP – EPM – PRIMEIRA EDIÇÃO – 2009


Modo de usar  os hormônios  bioidenticos ovarianos:

  • Creme ou gel de absorção transdérmica ( pele pele )  com biolipídeo de alta absorção contendo estradiol  e estriol  nas proporções adequadas.

  • Creme ou gel de absorção transdérmica ( pele pele )  com biolipídeo de alta absorção contendo pregesterona.



Por que preferimos a via transdérmica?

Hormônios ovarianos por via oral :

1- Aumentam a pressão arterial já que aumentam o angiotensinogenio.
2-   Aumentam os triglicérides pela passagem hepatica.
3-   Aumentam a estrona – hormônio cancerígeno.
4-   Reduzem os níveis de testosterona endógena.
5- Aumentam o risco de trombose pela primeira passagem hepática já que diminui antitrombina 3.
6-  Causam toxidade hepática.
7-  Tem pouca ou nenhuma similaridade fisiológica.
8-  Elevada flutuação sanguinea.
9- Reduz os níveis de serotonina e triptofano, substancias relacionadas ao prazer e bem estar.10- Aumenta o risco de cálculo ne vesícula



QUEM SÃO OS VERDADEIROS  VILÕES DO CANCER DE MAMA:

  • Xenoestrogênios: grupo  com mais de 50 substancias químicas , que imitam as ações de estrógenos com alto alto tempo de retenção no organismo. Se ligam de forma ávida aos receptores estrogênicos impedindo a ligação do hormonio endógeno. Estão presentes em plásticos, cosméticos de beleza, carnes, peixes, frangos e pesticidas
  • Obesidade
  • Álcool em excesso
  • Anticoncepcionais hormonais por longos períodos
  • Tabagismo
  • Estilo de vida
  • Predisposição genética
  • Menopausa


CONCLUINDO :  HORMÔNIO CERTO, NA DOSE CERTA, PELA VIA CERTA, NÃO CAUSA CANCER DE MAMA EM MULHERES , AO CONTRÁRIO, PREVINE.




Assista  a entrevista com Dr. Italo Rachid  no programa da Olga Bongiovani falando sobre menopausa:






Estudo mostra que biodênticos não aumentam a chance de cancer de mama

quarta-feira, junho 01, 2011

O HORMONIO DO CRESCIMENTO - GH

O HORMONIO DO CRESCIMENTO  - GROWTH HORMONE (GH) 


O hormônio do crescimento é um hormônio formado por um peptídeo de cadeia simples e secretado   por uma glândula, pequena como um grão de feijão localizada na parte inferior do cérebro, chamada hipófise.

Como o nome diz, esse hormônio é absolutamente essencial para proporcionar o crescimento físico e a deficiência em sua produção é responsável pelos casos de nanismo, isto é, pela estatura muito baixa de algumas pessoas

O hormônio do crescimento continua sendo secretadado na idade adulta após a parada do crescimento,implicando em importantes  funções metabólicas do GH nesta fase da vida. Entre os 18 e 25 anos há uma queda exponencial na média de secreção de GH, com queda nos níveis de IGF -1.
Aos 60 anos, quase todas as pessoas tem taxa de secreção diária de GH baixíssimas.

A somatopausa é definida por um declínio exponencial na secreção de GH associado a piora da qualidade de vida e piora da composição corporal como perda de massa magra  e ganho de massa de gordura.

Além de nos fazer crescer este hormônio tem a importante função de renovação e reparação de tecidos corpóreos. 



Consequencias da deficiência da GH em adultos:

Embora os sintomas sejam inespecíficos,os sinais são relevantes e podem levar a problemas que que resultem na redução do tempo de vida.
Independente da época de início da deficiência os  indivíduos  sofrem uma gama de anormalidades metabólicas, de composição corporal e funcionais.
Sintomas:
  • Diminuição da vitalidade e energia
  • Diminuição da mobilidade física
  • Humor deprimido
  • Labilidade emicional
  • Ansiedade
  • Distúrbios da função sexual
  • Isolamento social
Sinais:

1- Alterações da composição corporal:
  • Redução da massa magra
  • Aumento da massa gorda
  • Aumento de gordura visceral
  • Redução da água corporal
  • Redução da densidade óssea
2- Dimuição da força

3- Aumento do IMC

4- Aumento da relação cintura quadril

5- Perfil lipídico anormal:
  • Aumento do colesterol total
  • Aumento do LDL
  • Redução do HDL

6- Aumento do fibrinogênio - fator de coagulação envolvido em eventos tromboembólicos


Entre as décadas de 1960 e 1980, o hormônio do crescimento era obtido a partir da hipófise de cadáveres, método que limitava muito sua utilização. No entanto, o desenvolvimento da tecnologia do DNA recombinante tornou possível introduzir o gene do hormônio do crescimento humano em bactérias a fim de que elas produzissem esse hormônio. Em outras palavras: a introdução do gene do hormônio do crescimento humano em bactérias fez delas escravas obrigadas a produzi-lo em quantidades ilimitadas, o que possibilita sua utilização numa série de situações clínicas diferente





Sua liberação no organismo ocorre principalmente  à noite, em pulsos,nas primeiras horas de sono.
Desta forma não é difícil entender porque  uma noite bem dormida libera uma  descarga de GH no organismo.



















Outra situação que estimula  a liberação deste hormônio  é a prática de atividade  física, principalmente a aeróbica.

Excesso de carboidratos principalmente na forma simples, despeja “rios’’  glicose em nossa corrente sanguinea, o que libera  um outro  hormônio  chamado INSULINA. Esta situação suprime a liberação de GH.

Assim, estas três situações  diminuem  a liberação  de GH:
  •  Não dormir adequadamente
  • Não praticar atividades  físicas
  • Comer carboidratos em excesso principalmente no período noturno

Efeitos do GH:
Embora a principal função do GH seja crescimento, ele exerce outras importantes funções metabólicas:
1. Aumento da captação de aminoácidos pelas células e redução da quebra de proteínas celulares, isto é, constrói e não deixa destruir.*
2.Aumento da utilização de gorduras como fonte de energia, isto é, quebra gordura para gerar energia*
Este capacidade  de queimar gordura  juntamente com seu efeito anabólico protéico , leva a um aumento da massa corporal magra*




*Obs. Texto retirado do Tratado de Fisiologia Médica Guyton & Hall , décima primeira edição, página 922 e 923 ( com excessão dos negritos)




Cosequencias deste efeito fisiológico:
  •  Redução de depósitos gordurosos (gordura localizada), sobretudo no abdome (barriga) e na cintura.



Esta gordura abdominal/ visceral proporcionará diabetes, dislipidemia,hipertensão e inflamação crônica  aumentando a chance de doenças cardiovasculares , câncer , doenças cerebrais degenerativas, insufiçiência renal crônica,cirrose por esteatose hepática e doenças reumáticas auto imunes.




Nas pessoas adultas com deficiência de GH, a reposição desse hormônio induz :
  • Aumento da  energia
  • Melhora do bem-estar físico
  • Aumento da massa muscular de forma gradual  e sem exageros ,caso se use doses fisiológica
  • Reduz o peso corporal  com redistribuição da gordura abdominal 
  • Melhora o raciocínio, a concentração e a memória 
  • Melhora a qualidade do sono
  • Melhora os parâmetros cardivasculares
  • Melhora o perfil lipídico
  • Melhora a qualidade de vide
  • Aumenta a densidade mineral óssea




Indicações:
 A administração de GH a adultos deve obedecer a uma indicação clínica precisa,  somada  ao déficit  laboratorial .
Além disto outros parâmetros laboratoriais e de imagem  devem ser analisados para ser usado com segurança.
Somente sob orientação médica o uso terapêutico do GH pode ser benéfico e seguro.
Os riscos do tratamento são bastante raros quando o GH é prescrito  em doses fisiológicas.
Que fique claro, NUNCA suprafisiológicos.



Contra indicações:
  •   Doença maligna ativa
  •   Hipertensão intracraniana
  •   Insuficiência cardíaca severa
  •   Retinopatia disbética
  •   Gravidez
 Efeitos colaterais:
  • Edema e dor articular  -  totalmente reversível com ajuste da dose; geralmente  com doses não fisiológicas
  • Intolerância a glicose e resistência a insulina ;  apenas com doses não fisiológicas
  • Síndrome do túnel do carpo ;  apenas com doses não fisiológicas
  • Hormônio do crescimento não estimula o aparecimento de câncer



Clin Endocrinol (Oxf). 2006 Fev; 64 (2) :115-21.

Será que o crescimento do câncer causa hormonal?

Fonte

Departamentos de Endocrinologia, Hospital St Bartholomew, em Londres, Reino Unido. pjjenkins@qmul.ac.uk

Abstrato ( texto traduzido pelo Google)

A capacidade de GH, através do seu mediador peptídeo IGF-1, para influenciar regulação do crescimento celular tem sido o foco de muito interesse nos últimos anos. Nesta revisão, vamos explorar a associação entre GH e câncer. Disponíveis dados experimentais de apoio a sugestão de que GH/IGF-1 status pode influenciar o crescimento de tecidos neoplásicos. Extensos dados epidemiológicos existentes que também suportam uma ligação entre GH/IGF-1 status e risco de câncer. Estudos epidemiológicos de pacientes com acromegalia indicam um risco aumentado de câncer colorretal, embora o risco de outros cânceres não está provada, e um longo prazo estudo de acompanhamento de crianças deficientes em GH tratados com GH hipofisário-derivados indicou um risco aumentado de câncer colorretal . Por outro lado, estudos extensivos dos resultados da reposição de GH em sobreviventes de câncer infantil não mostram evidências de um excesso de cancros de novo, e de vigilância mais recentes de crianças e adultos tratados com GH revelou nenhum aumento no risco de câncer observada. No entanto, dada a evidência experimental que indica GH/IGF-1 fornece um ambiente anti-apoptóticas que possam favorecer a sobrevivência de células geneticamente danificadas, a longo prazo de vigilância é necessária; longo de muitos anos, até mesmo uma sutil alteração no meio ambiente nessa direção , apesar de não induzir o câncer, pode resultar na aceleração da carcinogênese.
Finalmente, mesmo que a terapia GH/IGF-1 não resultar em um pequeno aumento no risco de câncer em comparação com pacientes não tratados com deficiência de GH, é provável que o risco eventual será o mesmo que a população em geral. Esta restauração à normalidade terá de ser equilibrado com a morbidade conhecido de deficiência de GH não tratada




  De maneira inversa, no mesmo tempo que recebíamos o alento quanto ao poderoso aliado, foi iniciada a especulação de que o GH deflagraria o aparecimento de cânceres, ou ainda favoreceria o aumento na velocidade daqueles pré-existentes, porém, em doses fisiológicas o que ocorre é provavelmente o contrário. Durante toda a nossa vida ocorre um constante embate entre o nosso sistema imunológico e células que perdem o senso proliferativo normal, assumindo postura cancerígena ou mais exatamente, iniciando um processo de replicação celular sem controle. Há algum tempo temos conhecimento da existência de células do sistema imunológico, matadoras naturais (Natural Killer-NK), as quais eliminam células iniciantes do processo tumoral e alguns trabalhos científicos demonstram que o GH tem relação com a boa performance das células NK.

http://www.drantoniocarlos.med.br/somatopausa.asp



Referências:


The GH/IGF1 axis and signaling pathways in the muscle and bone: mechanisms underlying age-related skeletal muscle wasting and osteoporosis











  1. “No evidence that GH replacement therapy affects the risk of cancer or cardiovascular disease”. Vance M, CJ. et al., “GH Therapy in Adults and Children. The New England Journal of Medicine. October  14, 2000.
  2. Although there has been concerns about an increased risk of cancer, reviews of existing well-maintained databases of treated patients have shown this theoretical risk to be nonexistent. M0olitch ME. et al., “Diagnosis of GH deficiency in adults – how good the criteria need to be? J Clin Endocrinol Metab 2002 Feb; 87(2):473-6
  3. No increase in cancer in children on GH replacement. No evidence of an increase risk of malignancy, recurrent or de novo. Shalet SM, Brennand BM, Reddingius RE.  “Growth hormone therapy and malignancy Horm Res.” 1997;48 Suppl 4:29-32.
  4. There is no data to suggest that IGF-1 and IGFBP 3 modulate cancer risk in GH treated patients. There is no data to support that active malignancy is a contraindication for GH supplementation. No evidence that GH increases cancer recurrence or de novo cancer or leukemia. Hypopituitary patients have increased risk of cancer. Growth Hormone Research Society. J Clin Endo Metab, May 2001